segunda-feira, 2 de junho de 2008


http://arvoresvivas.wordpress.com/2007/08/


"...é preciso que aquele que vê,
não seja estranho ao mundo que ele olha. "
Nelson Brissac Peixoto
A arte à medida que se insere no espaço urbano, expõe-se a fruição da massa, cumpre seu papel, seja questionando, instigando, permitindo sonho, imaginação ou por vezes repudio ou indiferença.

Refletir sobre a arte e sua relação com o ambiente exige algumas definições, muito bem apresentadas por Nelson Brissac Peixoto (2004,p.15):

A função da arte é construir imagens das cidades que sejam novas, que passem a fazer parte da própria paisagem urbana. Quando parecíamos condenados às imagens uniformemente aceleradas e sem espessura, típicas da mídia atual, reinventar a localização e a permanência. Quando a fragmentação e o caos parecem avassaladores, defrontar-se com o desmedido das metrópoles como uma nova experiência das escalas, da distância e do tempo. Através destas paisagens, redescobrir as cidades.


Sendo assim consideremos que a arte pública, urbana, presente em nosso cotidiano, recria o espaço, visual e conceitualmente, a medida que redefine o ambiente viabilizando a análise crítico-reflexiva do individuo que por ali percorre, instigando a uma redefinição individual capaz de tocar a alma a medida que o sensibiliza neste mundo por vezes tão opaco e indiferente.

Slinkachu... artista britânico

http://little-people.blogspot.com/

Outros artistas...






Julian Beever e sua arte ilusionista na calçada



GIA – Grupo Imersão Ambiental


“Acredite nas suas ações”


“Desenvolva e utilize, também,
outras formas de se relacionar
de forma positiva e criativa com a cidade”.


SEDE: Salvador, Ladeira da Fonte CARACTERÍSTICAS: linguagem artística contemporânea, diversidade, meios, locais, forma de atuação, cidade como suporte. POSTURA: buscar suscitar uma reação nas pessoas, que não apenas a contemplação.

O GIA surgiu nas dependências da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (EBA – UFBA), quando os estudantes que participavam das reuniões informais do Ateliê Livre do Aluno decidiram partir para uma organização mais ativa e criaram o grupo. Apesar de terem realizado juntos uma exposição na EBA, o grupo só viria a se consolidar num encontro estudantil em São Paulo (repensando o Brasil, 2002), quando conheceram PIA – Projeto de Interferência Ambiental, que organiza projetos a nível nacional.
Composto por:Cristiano Píton , Everton Marcco, Ludmila Brito , Luis Parras , Mark Dayves ,Pedro Marighella ,Priscila Lolata,Thiago Ribeiro ,Tininha Llanos.

O GIA criou sua sede - a Casa da Fonte - e realizou o "Salão de m.a.i.o - Manifestações artísticas e intervenções ousadas" que contou com participações do Brasil, Espanha e Chile.
O Salão de Maio de Salvador, idealizado pelo Grupo de Interferência Ambiental (Gia), tem por objetivo incentivar a produção de arte contemporânea que utiliza os centros urbanos como espaço para a manifestação de suas idéias. Tininha Llanos, integrante do Grupo Gia declara que, “o Salão pretende atuar como um “desprogramador” visual da realidade cotidiana”, o evento deve incentivar o uso de meios não convencionais para a propagação da arte. O salão é aberto e qualquer pessoa pode conferir e participar das atividades que são espalhadas pela cidade.
Os trabalhos escolhidos, são normalmente cartazes, placas e lambe-lambes. “Como não há qualquer tipo de patrocínio, o predomínio deste tipo de trabalho está diretamente associado ao baixo custo de produção e a facilidade de transporte”, afirma Llanos. Além disso, como muitos projetos são enviados pelo correio para serem executados pelo Gia e seus colaboradores, este tipo de trabalho, por exigir menos tempo de execução, acaba sendo uma opção mais viável à produção. De todos os projetos encaminhados, somente aqueles que ficam além da capacidade de realização do Gia são excluídos da mostra.
Concebido numa dimensão inclusiva, o evento pretende estabelecer o diálogo entre diversas linguagens, a idéia é formar uma rede cada vez maior.


As propostas do GIA revelam um entendimento da obra de arte como entidade subjetiva, fragmentária, aberta e instável. Suas intervenções questionam a natureza convencional do objeto artístico, encurtam a distância entre arte e cotidiano, e através do absurdo, utilizando-se da provocação e da ironia, corroem o prestígio social e o valor mercadológico da obra de arte tradicional. O artista contemporâneo está entre dois vazios: o espaço público e o da arte atual. O percurso do GIA até aqui é mais uma das tentativas contemporâneas de retomada do espaço público e da arte.

Esqueleto Coletivo

O grupo de artistas paulistas, Esqueleto Coletivo, empenhados em ampliar as fronteiras da arte no cotidiano, apresentam propostas contemporâneas de arte que relacionam-se diretamente com este novo espaço e que questionam, entre outros temas justamente este exagero, esta imposição de imagens a que somos obrigados a digerir diariamente.
À medida que a arte ocupa estes espaços que são roubados ou negados aos artistas, permite também alertar a sociedade, questionar e discutir o uso abusivo de espaços publicitários, principalmente em ambientes públicos.

“ Não ignore, tampouco seja ignorado,
cole esta na testa de alguém,
mande uma foto para o e-mail dos esqueletos.”


Ativo desde 2002
Origem: São Paulo – SP
Eduardo Verderame + Luciana Costa + Mariana Cavalcante + Thereza Salazar + Rodrigo Barbosa Esqueleto Coletivo é uma associação de artistas e produtores empenhados em ampliar as fronteiras da arte no cotidiano, trabalhando conjuntamente com outros artistas e grupos. O Esqueleto vem desenvolvendo a produção de eventos de arte e exposições, performance e dança, música e vídeo, além de promover parcerias na área cultural.